Aterros Sanitários e sua importância dentro dos projetos de sustentabilidade

Aterros sanitários
04.05.2020 categorias Sem categoria

Aterros Sanitários e sua importância dentro dos projetos de sustentabilidade

Aterros sanitários é o local onde é destinado os resíduos sólidos gerados pelos moradores das cidades. 

Este tipo de  espaço é composto por resíduos domésticos, comerciais, industriais, de construção e também com origem nos resíduos gerados no esgoto.

Ou seja, um aterro sanitário é um tipo de depósito onde são descartados resíduos sólidos provenientes de residências, indústrias, hospitais e construções. 

A maior parte deste lixo é formada por materiais não recicláveis e é sobre os aterros e resíduos que vamos falar no artigo de hoje. 

 

Aterros e resíduos sólidos

 

Resíduos sólidos constituem aquilo que genericamente se chama lixo.

Em resumo, materiais sólidos considerados sem utilidade, supérfluos ou perigosos.

Eles são gerados pela atividade humana e que devem ser descartados ou eliminados.

Embora o termo lixo se aplique aos resíduos sólidos em geral, muito do que se considera lixo pode ser reutilizado ou reciclado.

Isso desde que os materiais sejam adequadamente tratados. 

Além de gerar emprego e renda, a reciclagem proporciona uma redução da demanda de matérias-primas e energia.

Isso acaba contribuindo também para o aumento da vida útil dos aterros sanitários, por exemplo. 

Certos resíduos, no entanto, não podem ser reciclados, a exemplo do “lixo hospitalar” ou nuclear.

Aterros sanitários são considerados como uma solução prática, relativamente barata de disposição final de resíduos urbanos e industriais, sobretudo, inclusive de resíduos que poderiam ser reciclados. 

Todavia, demandam grandes áreas de terra, onde o lixo é depositado. 

Após o esgotamento do aterro, essas áreas podem ser descontaminadas e utilizadas para outras finalidades, por exemplo. 

No entanto, se o aterro não for adequadamente impermeabilizado e operado, constitui-se em fator de poluição ambiental e contaminação do solo, das águas subterrâneas e do ar. 

A poluição se deve ao processo de decomposição da matéria orgânica.

Isso gera enormes quantidades de chorume (líquido que se infiltra para o solo e nos corpos de água) e biogás, composto de metano e outros componentes tóxicos.

 

Instalação de aterros sanitários 

 

A construção do aterro sanitário requer a instalação prévia de mantas impermeabilizantes.

Sobretudo, para impedir a infiltração do chorume no solo e no lençol freático. 

O líquido que fica retido no aterro, o chorume, com isso, é então conduzido até um sistema de tratamento de efluentes.

Posteriormente para serem descartados em condições que não agridam o meio ambiente. 

Conhecido popularmente como “lixão, vazadouro ou descarga de resíduos a céu aberto é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos.

Ou seja, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. 

No “lixão” não há nenhum controle quanto aos tipos de resíduos depositados. 

Resíduos domiciliares e comerciais de baixa periculosidade são depositados juntamente com os industriais e hospitalares, sobretudo, de alto poder poluidor. 

Da mesma forma, a presença de catadores, que geralmente residem no local e de animais.

Também há os riscos de incêndios causados pelos gases gerados pela decomposição dos resíduos constituem riscos associados aos lixões.

Em 2010, o Brasil, aprovou a lei que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

 

Como funciona o aterro

 

Em resumo, o aterro sanitário é uma obra de engenharia com o objetivo de tratar a decomposição final dos resíduos da forma mais ambientalmente correta possível. 

O seu funcionamento é basicamente assim:

A base do aterro é constituída por um sistema de drenagem de chorume.

No entanto, essa base deve estar em cima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade (PEAD).

Em cima da base, há uma camada de solo compactado para evitar que haja vazamento de líquidos para o solo.

Evitando assim contaminação dos lençóis freáticos.

O interior do aterro possui um sistema de drenagem de gases, com isso, possibilita a coleta do biogás (constituído por metano, CO2 e vapor de água) até a atmosfera. 

Este gás é queimado ou é aproveitado para geração de energia, por exemplo.

Em resumo, todos os resíduos são cobertos por camadas de argila e também é constituído por um sistema de drenagem de águas pluviais.

Isso protege de infiltrações de água de chuva no interior do aterro.

Todo o aterro sanitário deve ser monitorado, além disso, todo o limite do aterro deve ser cercado, impedindo entrada de estranhos e animais.

O aterro precisa possuir balança para controle da quantidade de resíduos que estão entrando.

Geralmente, o aterro deve ter uma distância de aproximadamente 200 metros de qualquer curso d’água.

 

Legislação dos aterros sanitários

 

Segundo a norma da ABNT NBR 8419/1992, aterro sanitário é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo.

Também preconiza ações sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente e, contudo, minimizando os impactos ambientais.

Este método utiliza dos princípios da engenharia para confinar os resíduos sólidos em uma menor área possível.

Reduzir os volume dos resíduos o máximo possível, cobrindo com uma camada de terra na conclusão de cada trabalho.

Em resumo, de acordo com a norma da ABNT NBR 13896/1997, é recomendado que a construção dos aterros tenha vida útil mínima de 10 anos. 

O seu monitoramento deve prolongar-se por pelo menos mais 10 anos após o seu encerramento.

A Lei 11.107/2005 e a Resolução 404/2008 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) estabelece critérios e diretrizes.

Sobretudo, para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos.

 

Outros tipos de de armazenamento de resíduos

 

Além da minimização dos impactos causados pela disposição dos resíduos, há também outras maneiras viáveis.

Por exemplo, a reciclagem, a compostagem, a reutilização e a redução dos resíduos, por exemplo.

Ou seja, com a reciclagem, materiais que podem ser reciclados não vão para o aterro. 

No entanto, para que isso seja possível, é necessário que ocorra a coleta seletiva do lixo.

O homem utiliza a compostagem para controlar o processo biológico dos micro-organismos ao transformarem a matéria orgânica em um material chamado composto, semelhante ao solo; utilizado como adubo por ser rico em nutrientes minerais e húmus. 

Esse processo aumenta a presença de fungicidas naturais e, sobretudo, a retenção de água pelo solo.

Estima-se que o Brasil possui cerca de 1.700 aterros sanitários, em que o solo é preparado para que o lixo não prejudique o meio ambiente, não cause mau cheiro, poluição visual ou a proliferação de animais.

 

Funcionamento das operações dos aterros sanitários

 

Para ser considerado aterro sanitário são necessários algumas características mínimas.

Por exemplo, ter a possibilidade de alojamento em células especiais para vários tipos de resíduos e células para rejeitos oriundos do lixo domiciliar.

Além disso, são necessárias células de lixo hospitalar.

Isso, caso o município não disponha de processo mais efetivo para dar destino final a esse tipo de lixo.

É necessário, o Isolamento inferior para que não seja permitido que o chorume atinja os lençóis freáticos, por exemplo.

Além disso, deve possuir sistema de coleta e tratamento dos líquidos percolados (chorume), resultante da decomposição da matéria orgânica.

Os aterros sanitários devem ter sistema de coleta e tratamento dos gases, além do isolamento superior evitando contaminação do ar e atração de animais que se alimentam dos resíduos orgânicos.

O isolamento superficial (superior) deve ser feito diariamente e o sistema de drenagem pluvial para evitar que a água da chuva penetre no aterro e dessa forma gere ainda mais chorume.

Importante também que haja um pátio de estocagem de materiais.

 

Importância dos aterros sanitários

 

Em resumo, os aterros são importantes pois solucionam parte dos problemas causados pelo excesso de lixo gerado nas grandes cidades. 

Além disso, ainda tem a forma ambientalmente correta para tratar a decomposição dos resíduos.

Para a melhor solução ambiental ao aterro, é preciso observar alguns pontos. 

A minimização dos resíduos produzidos, através da sensibilização para uma mudança de hábitos de consumo

Valorização dos materiais que podem ser reutilizados nas indústrias através da reciclagem ou na agricultura orgânica através da compostagem.

Isso acaba minimizando assim a retirada de matéria-prima e energia gasta na fabricação de produto.

Correta destinação dos rejeitos, ou seja, os resíduos sólidos urbanos que não se enquadram nas opções anteriores.

 

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